Arquivo do blog

Theme Support

comunidade

Unordered List

esporte

Recent Posts

Tecnologia do Blogger.

Colombo

Postagem em destaque

Médicos Sem Fronteiras em Curitiba

Pagina Oficial dos MSF no Facebook Pela primeira vez em Curitiba, a exposição Pessoas em Movimento, de Médicos Sem Fronteiras Brasil...

Pesquisar este blog

Geral

Binho - Aviário

Binho -  Aviário

Flickr Images

Cultura

About us

About us

Flickr Images

domingo, 17 de dezembro de 2017

Campanha Vidas Negras da ONU Brasil tem ampla repercussão nas redes sociais

Desde o lançamento no início de novembro, mês da Consciência Negra, a campanha Vidas Negras passou a ser um dos motes do debate sobre desigualdades raciais nas redes sociais. Os quatro vídeos produzidos pela iniciativa da ONU Brasil provocaram uma série de conversas sobre o tema.
As peças abordam diferentes impactos do racismo na experiência da juventude negra no Brasil, com a participação de Taís Araújo, Érico Brás, Kênia Maria, Elisa Lucinda e o grupo Dream Team do Passinho. Todo o material audiovisual da campanha fala da necessidade de superar o racismo para garantir igualdade, inclusive no direito à vida.
A atriz Taís Araújo participa da campanha #VidasNegras, que busca sensibilizar a sociedade pelo fim da violência contra a juventude negra no Brasil. Foto: Reprodução
Desde o lançamento no início de novembro, mês da Consciência Negra, a campanha Vidas Negras passou a ser um dos motes do debate sobre desigualdades raciais nas redes sociais. Os quatro vídeos produzidos pela iniciativa da ONU Brasil provocaram uma série de conversas sobre o tema.
As peças abordam diferentes impactos do racismo na experiência da juventude negra no Brasil, com a participação de Taís Araújo, Érico Brás, Kênia Maria, Elisa Lucinda e o grupo Dream Team do Passinho. Todo o material audiovisual da campanha fala da necessidade de superar o racismo para garantir igualdade, inclusive no direito à vida.
Logo depois de postado em uma das redes sociais da ONU Brasil, o vídeo com a atriz Taís Araújo foi compartilhado pelo perfil no Facebook do músico Edy Rock, dos Racionais MC’s. O grupo se tornou o principal expoente do rap nacional no fim dos anos 1990, com letras que criticavam frontalmente a ideia de um Brasil pacífico e pouco hierárquico, denunciando a violência contra a juventude negra nas periferias do país e a sua principal causa: o racismo.
No vídeo, Taís explica o que é filtragem racial – quando pessoas negras são escolhidas como suspeitas ou passam a ser investigadas ou julgadas com mais rigor por causa da cor.
Com mais de 22 mil visualizações, o vídeo compartilhado pelo rapper foi objeto de discussão entre simpatizantes da causa anti-racista e aqueles que insistem que as desigualdades raciais têm pouca importância no quadro geral de desigualdades, ou mesmo na situação de letalidade que tem sido há alguns anos registrada em pesquisas e relatórios nacionais e internacionais.
Quem também entrou na discussão depois de compartilhar o mesmo vídeo em sua conta no Instagram foi Alexandre Carlo, vocalista da banda Natiruts. Na publicação, o cantor repudiou o comentário de um de seus seguidores que minimizava o peso do racismo no Brasil, dando como exemplo uma história de superação individual que testemunhou.
“Independente do posicionamento de cada um, gostaria que refletissem que uma campanha sobre algum assunto não deve ser compreendida pelo aspecto individual”, escreveu. A banda de Alexandre é conhecida por canções sobre liberdade e mensagens contra o preconceito.

Mobilização e engajamento

No Instagram oficial da cantora Lelezinha, do Dream Team do Passinho, que apoiou diretamente a campanha, o flyer de Vidas Negras rendeu mais de 14 mil curtidas. Já no Facebook do grupo, o vídeo onde eles falam sobre o direito de ir e vir da juventude negra foi visualizado por mais de 7 mil pessoas.
As repercussões mostraram que o debate sobre relações e desigualdades raciais continua tão urgente quanto bem-vindo no Brasil. Promovê-lo é importante para que mais pessoas reconheçam como a discriminação tem sido um limitador para a cidadania plena de pessoas negras, tendo consequências ainda mais graves para a juventude – com uma vida perdida a cada 23 minutos.


A campanha internacional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) “Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos” concluiu as ações deste ano com a premiação das vencedoras dos concursos culturais regional e brasileiro

Campanha pelos direitos das mulheres rurais é encerrada com evento em Florianópolis

A campanha internacional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) “Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos” concluiu as ações deste ano com a premiação das vencedoras dos concursos culturais regional e brasileiro. O evento foi realizado durante a 27ª Reunião Especializada em Agricultura Familiar no Mercosul (REAF), realizada na semana passada (8), em Florianópolis (SC).

A campanha internacional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) “Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos” concluiu as ações deste ano com a premiação das vencedoras dos concursos culturais regional e brasileiro. O evento foi realizado durante a 27ª Reunião Especializada em Agricultura Familiar no Mercosul (REAF), realizada na semana passada (8), em Florianópolis (SC).
Lançada em março, o desafio da campanha em 2017 foi incentivar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Com foco no ODS 5, que trata da igualdade de gênero, várias iniciativas foram realizadas em países da América Latina e Caribe para visibilizar experiências e políticas de fortalecimento da luta pelo empoderamento das mulheres rurais.
Entre essas ações, está o concurso de histórias de mulheres rurais em âmbito regional (América Latina e Caribe) e nacional (Argentina e Brasil). Ao todo, foram 482 inscrições, sendo 244 da América Latina e Caribe, 132 da Argentina e 106 do Brasil. As seleções contaram com duas categorias: relatos de vida e experiências de organizações.
O oficial de políticas de desenvolvimento territorial da FAO, Luiz Carlos Beduschi, apresentou os resultados da campanha e ressaltou que só será possível erradicar a fome e a pobreza até 2030 se a mulher for reconhecida como a protagonista do desenvolvimento da agricultura familiar.
“A campanha tem sido tão exitosa que, de 17 dias de ativismo, em 2016, passou para um ano de trabalho em 2017. Pode ser estranho ter um homem falando de uma campanha para mulheres. Porém, essa luta não é só delas, mas de todas as pessoas. Precisamos nos unir, cada vez mais para buscarmos o desenvolvimento sustentável e social dos países.”
Para Geise Mascarenhas, coordenadora da campanha nacional, o concurso demonstrou o quanto as mulheres rurais são empreendedoras, têm histórias de vida incríveis, porém, são vítimas da desigualdade e da violência. “Não podemos continuar reproduzindo isso e achar que é natural. Precisamos desconstruir essa situação tornando o mundo mais sustentável e justo para as mulheres”, ressaltou.

Premiação regional

Do concurso regional, a afroboliviana Remedios Pinto, produtora de chocolate orgânico, foi a vencedora na categoria relatos de vida com a história “As rotas do cacau”, que conta a experiência de enfrentar os efeitos da industrialização do cacau no país.
Ao receber o diploma em reconhecimento pela luta ao empoderamento das mulheres rurais, Remedios emocionou-se ao lembrar dos problemas recentes de saúde que havia passado. “Em outubro, fiz uma cirurgia e acabei passando por complicações que me levaram ao coma por quase um mês. No dia em que os aparelhos seriam desligados, eu acordei. A minha alegria em viver sempre foi muito maior que qualquer problema”, contou.
Segundo Remedios, em seu período de recuperação, suas filhas a incentivaram lembrando o primeiro lugar no concurso. “Todos os dias elas me diziam que eu precisava ficar boa para vir à REAF ser homenageada pela minha história de vida. Me sinto emocionada e agradecida”, ressaltou.
O primeiro lugar na categoria de experiências de organizações foi concedido à Associação de Produtores de Palmas (ASOLPAS), da Colômbia. Um das principais produções do grupo é o açúcar mascavo. A agricultora Maritza Gomez esteve presente na REAF para representar a ASOLPAS e recebeu o diploma em homenagem ao concurso.

Premiação Nacional

As ganhadoras do concurso no Brasil também participaram da homenagem. Gracivan da Silva Santos Pereira, conhecida como Kennya Silva, agricultora familiar de Xinguara (PA), usou a poesia para narrar a sua história de luta e empoderamento.
Mesmo com todas as dificuldades encontradas no campo, ela não desistiu da educação e, hoje, possui pós-graduação em língua portuguesa e literatura e, também, é integrante da Academia Xinguarense de Letras.
No palco, Kennya Silva recitou a poesia que ganhou o primeiro lugar na categoria relatos de vida e destacou a importância do concurso. “É gratificante estar aqui e saber que posso inspirar tantas outras mulheres a não desistirem de seus sonhos e nem do campo”, disse.
Na categoria experiências de organizações, a história contemplada foi do Movimento de Agroflorestores de Inclusão Sintrópica (MAIS). A bióloga Nathália Machado, de 34 anos, é agroflorestora em Goiânia (GO) e representou a instituição no evento.
O grupo produziu um vídeo que aborda o cenário de renovação e crescimento das mulheres rurais através da agrofloresta, onde o movimento tem a missão de disseminar a agricultura sintrópica através do financiamento coletivo para a formação de pequenos produtores rurais, agricultores familiares ou comunidades tradicionais.
“A ideia é levar a tecnologia especialmente para as mulheres, porque o que a gente tem com essa técnica de agrofloresta é um retorno muito grande, podendo aumentar a renda com pouco espaço e menos recursos, melhorando a qualidade de vida delas e a área onde vivem”, explicou Nathália.

Menções honrosas

Quebradeira de coco, Raimunda Gomes da Silva
Um das fundadoras do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) nos estados do Pará, Tocantins, Piauí e Maranhão, Raimunda Gomes da Silva, de 77 anos, tem uma história de mais de 40 anos de ativismo pelo empoderamento das mulheres rurais.
Devido a complicações do diabetes, ela tem deficiência visual e está fisicamente impossibilitada de realizar muitas de suas atividades. Pelas relevantes contribuições à defesa dos direitos da mulher e igualdade de gênero no Brasil, Raimunda recebeu a menção honrosa da campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos.
Jornalista Mara Régia
Pelas ondas do rádio, há 36 anos a jornalista Mara Régia leva informação às mulheres rurais pelo programa Viva Maria, da Rádio Nacional da Amazônia.
Mara, de 66 anos, possui uma história de grande protagonismo em defesa dos direitos e igualdade das mulheres. Sua experiência no rádio já inspirou e mudou a vida de muitas produtoras rurais que vivem em lugares longes em regiões como a Amazônia.
Mara também recebeu a menção honrosa da campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos, pelo apoio e trabalho na divulgação do projeto no país.

←  Anterior Proxima  → Inicio

0 comentários:

Postar um comentário

Faça Faculdade Uniandrade

Faça Faculdade Uniandrade
Vem pra Uniandrade

Publicidade

Publicidade

Seguidores