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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Escritora Curitibana Luciana do Rocio Mallon




Chick Jeitoso O bondoso Chik Jeitoso É um mago poderoso Sua aura tem estrelas brilhantes Nas constelações mais cintilantes! Ele tem uma bola de cristal Que sabe tudo do astral Suas cartas possuem Magia Na inspiração da Poesia Seus poderes ajudam as pessoas Que praticam atitudes boas Ele conhece uma simpatia Que traz alegria e harmonia. Luciana do Rocio Mallon



Se Curitiba Fosse o Mundo

Se Curitiba fosse o mundo… O sonho seria profundo! Toda salsicha seria vina… No cachorro frio da esquina! A Loira-Fantasma seria a Lady Gaga… Toda de preto, vestida de maga… Dentro de um táxi alaranjado… Assombrando quem está ao lado! Se Curitiba fosse o mundo… Até o mendigo vagabundo… Vestiria uma roupa bonita… Apesar de muito fedida! Ninguém precisaria cumprimentar as pessoas na rua… Porém a vaga do ESTAR nunca seria sua! Se Curitiba fosse o mundo… O ambiente não seria imundo… Pois aqui tem a campanha do lixo que não é lixo… Porque paranaense não é qualquer bicho! Os sertanejos Bernarmino e Gabriela, Que formam uma dupla caipira muito bela, Seriam os The Carpenters com som… Sem saírem do excelente tom! O Chik Jeitoso seria o Mago Merlim… Com sua magia sem fim! O programa Casos e Causos inspiraria um filme de terror… Do escritor Stephen King com louvor e primor! Se Curitiba fosse o mundo… Todo o lago seria fundo… O Fantasma da Ópera moraria nos subterrâneos das Mercês… Assim o mistério moraria em Curitiba de vez. Luciana do Rocio Mallon



Lenda da Maria Fumaça do Natal de Curitiba Em 1950, um trem modelo Maria Fumaça Mallet 204 foi fabricado nos Estados Unidos. Então ele andou um tempo por lá com um maquinista chamado Mark. Numa véspera de Natal este homem estava dirigindo o trem quando, de repente, viu uma menina loira amarrada nos trilhos. Então ele freou, rapidamente, e pediu para os céus para que o veículo não passasse por cima da criança. Deste jeito, tudo deu certo. O rapaz desceu do trem e perguntou à garota: - O que aconteceu? A criança respondeu: - Sou Helen e meu padrasto me arramou, na linha do trem, para que eu morresse. Sempre sonhei em ganhar uma viagem de trem na véspera de Natal. Assim Mark desamarrou a pequena e deu um passeio de trem com ela. Depois deixou a criança em um hospital para que fizesse exames. No dia seguinte Mark voltou ao hospital e descobriu que a pequena tinha falecido. Porém ela deixou o seguinte bilhete: - Daqui a cinquenta anos, aquele trem virará uma Maria Fumaça de Natal que fará a alegria de muitas crianças. O tempo passou e a Maria Fumaça Mallet 204 veio para o Brasil. Deste jeito ela foi usada para transportar carvão durante muitos anos. Porém em dezembro de 2017 ela foi restaurada e virou um trem, com luzes e enfeites de Natal, que passa pelos bairros de Curitiba chamado a atenção das pessoas, principalmente, dos pequenos. Algumas crianças afirmaram que viram uma menina loira dentro do trem. Porém esta Maria Fumaça não aceita passageiros. Por isto dizem que a misteriosa garota pode ser o fantasma de Helen, já que o sonho dela sempre foi passear de trem nas vésperas do Natal. Reza a lenda que se alguém fizer um pedido, durante a aparição desta Maria Fumaça, seu desejo será atendido. Luciana do Rocio Mallon



Lendas da Árvore de Natal Feita Com Sombrinhas e Maria Guarda-Chuvas de Curitiba Na época do Brasil-Colônia, quando Curitiba ainda se chamava Vila de Nossa Senhora da Luz, uma senhora que foi expulsa de Portugal veio morar por estas bandas. O nome desta idosa era Maria, ela tinha fama de bruxa, sua principal atividade era fabricar e vender guarda-chuvas. Esta senhora também costumava consertar sombrinhas e oferecer estes produtos, quando eram de segunda mão, para crianças que moravam nas ruas. Assim os órfãos podiam se proteger das tempestades e, alguns, até dormiam embaixo dos guarda-chuvas velhos. Num dia de novembro, estas crianças carentes pediram uma árvore de Natal ao ar livre para Maria. No dia seguinte, a anciã decidiu montar uma árvore natalina, feita de guarda-chuvas, junto com os pequenos num lugar onde hoje, localiza-se a Rua Quinze de Novembro. Porém as autoridades da época não gostaram e condenaram esta idosa à pena de morte. Reza lenda que antes de Maria ser morta, na Praça dos Degolados, ela exclamou: - Daqui há muitos anos haverá uma árvore de Natal feita de guarda-chuvas e meu espírito viverá nela! Deste jeito, esta anciã virou uma lenda e recebeu o apelido de Maria dos Guarda-Chuvas. Algumas criaturas disseram que o fantasma dela, aparecia nas tempestades, para distribuir sombrinhas aos pobres. Por coincidência, em 2016 a Praça Rui Barbosa e a Rua Quinze de Novembro ganharam árvores de Natal confeccionadas com guarda-chuvas. Câmeras de segurança pegaram meliantes tentando roubar as sombrinhas das árvores. Mas sempre surgia uma idosa espantando os bandidos dos locais. Algumas pessoas falaram que tratava-se da Maria do Guarda-Chuva. Reza a lenda que uma menina de rua estava se molhando na tempestade e uma anciã, pegou uma das sombrinhas da árvore, e ofereceu para a garota. Também surgiram boatos de que era o espírito de Maria do Guarda-Chuva. Neste ano de 2017, ainda não vi nenhuma árvore de Natal feita de sombrinhas nas ruas movimentadas de Curitiba, apenas árvores montadas com vasos de flores e enfeites tradicionais natalinos. Porém se alguém montar uma árvore de Natal feita com sombrinhas, dizem que o espírito da Maria do Guarda-Chuva volta. Luciana do Rocio Mallon



Lenda da Ponte Que Liga o Boqueirão ao Sítio Cercado Na cidade de Curitiba, do século dezenove, havia duas propriedades vizinhas e um tanto rivais: a Fazenda do Boqueirão e o Sítio Cercado. Num domingo de Primavera, Maria, a filha do capataz da Fazenda do Boqueirão foi à missa numa igreja próxima. Lá ela avistou, Toninho, filho do guardião do Sítio Cercado. No final da missa, os dois se olharam, conversaram e passaram a namorar às escondidas. Para se encontrar, diariamente com a amada, Toninho construiu uma ponte sobre um rio que separava as duas propriedades. Assim ela foi batizada de “ponte que liga o Boqueirão ao Sítio Cercado”. Porém, um dia, o pai da moça pegou o casal junto. Assim ele pediu ajuda a uma bruxa, da região, para que separasse o casal para sempre em troca de dinheiro. A feiticeira aceitou o serviço. Então numa noite de luar, os namorados foram se encontrar na ponte. De repente, ela caiu sem motivo aparente e o acidente matou o casal. Naquele instante, a bruxa que observava tudo começou a rir escandalosamente. Por isto, o pai da moça, ao escutar o escândalo, aproximou-se da ponte e vendo sua filha morta, naquele mesmo instante, esfaqueou a bruxa e jogou o corpo no rio. Anos depois, já no século vinte, nos anos setenta, a ponte foi reconstruída no mesmo lugar. Boqueirão e Sítio Cercado transformaram-se em bairros. Naquela época havia uma garota, chamada Tati, que morava no Sítio Cercado. Mas que era perseguida pelo padrasto. Numa noite, sua mãe saiu de casa e o homem tentou agredir a garota. Então a menina correu e foi parar na metade da ponte. Quando o homem foi pegar a pobre, apareceu uma moça com roupas do século dezenove. Deste jeito o rapaz perguntou: - Quem é você? A moça respondeu: - Sou Maria, o espírito protetor desta ponte. Mesmo assim, o moço tentou se aproximar da criança. Porém não conseguiu ultrapassar o ectoplasma de Maria, que acabou jogando o homem na água, que gritou: - Explodirei esta ponte! - Ainda jogarei uma praga: - Esta ponte nunca vai parar de pé! Deste jeito, o rapaz voltou para casa. Enquanto, Tati e Maria ficaram conversando na ponte. De repente, o moço colocou dinamite e explodiu a ponte, com a enteada em cima dela. Mas neste desastre, ele morreu junto também. Meses depois, a população reconstruiu a ponte de madeira e a alma de Tati passou a proteger a ponte junto com Maria. Num dia chuvoso, uma menina chamada Adriana precisou passar por esta ponte. Quando ela estava no meio, a água subiu demais, ela se agarrou no corrimão e gritou: - Socorro! Desta maneira apareceu uma jovem, com roupas do século dezenove, acompanhada de uma menina com um vestido florido. Assim elas falaram: - Somos Tati e Maria. - Ajudaremos você a atravessar a ponte sem se afogar. Deste jeito, os espíritos ajudaram Adriana que voltou sã e salva para casa. Reza a lenda que por causa da praga do homem mau, esta ponte sempre tem problemas. Porém, por incrível que pareça, toda a vez que surge alguma situação não planejada nela, os fantasmas de Maria e Tati sempre aparecem para ajudar. Luciana do Rocio Mallon


Biografia Luciana do Rocio Mallon é formada em Letras pela UFPR , Magistério pelo Colégio São José e Hospitalidade pelo CEP. Faz repentes e pesquisa lendas desde os 6 anos de idade. Lançou o livro Lendas Curitibanas em 2013. Também participou das antologias: Poetas de Curitiba, As Herdeiras de Lilith, Ossos do Ofício e Túnel do Tempo – Crônicas Curitibanas. Realiza “performances” voluntárias em eventos. Trabalhou por mais de dez anos como vendedora e balconista no comércio de Curitiba.

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