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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Gleisi Hoffmann diz que mulheres ainda são desrespeitadas e discriminadas no Brasil


Gleisi é eleita a primeira mulher presidenta nacional do seu Partido. 


Com 62% dos votos, a líder do PT no Senado, Gleisi Hoffmann, foi eleita a nova presidenta do Partido dos Trabalhadores


A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse nesta segunda-feira (1º) que houve no Plenário do Senado, no dia anterior, um exemplo do quanto a discriminação e de desrespeito às mulheres ainda prevalece na sociedade, apesar dos avanços.
Ela afirmou que um grupo de deputadas, senadoras e representantes de entidades ligadas às causas femininas queriam entrar no Plenário, fazer um manifesto contra a cultura do estupro e tirar fotos com cartazes para sensibilizar os parlamentares, mas foram impedidas. Enquanto tentavam obter autorização da Mesa, disse Gleisi, alguns senadores pediram a palavra para tratar de outros assuntos. E quando elas foram autorizadas a fazer a manifestação, as representantes de entidades defensoras das mulheres já tinham ido embora, lamentou a senadora.
Gleisi Hoffmann disse também que durante a votação do projeto de lei (PLS 618/2015) que pune com mais rigor o crime de estupros coletivos, alguns senadores tratavam de outros assuntos e não do projeto. “Tivemos que pedir que o debate sobre a proposta fosse retomado”, afirmou a senadora. Para ela, isso demonstra o quanto as mulheres ainda são "invisíveis" e são desrespeitadas.
— Se esta Casa que se pretende com consciência mínima, que faz legislação tão avançada, como gosta de dizer, não consegue ter respeito com mulheres, então só isso justifica o que nós vivemos na nossa sociedade. Ou seja, nós temos que ter leis avançadas, mas se nós não mudarmos o comportamento, não mudarmos a cultura, nós não vamos conseguir mudar. E nós ainda temos que ouvir gracinhas de que os homens vão fazer um movimento para o seu empoderamento, para não perder direitos.

Delação premiada

Gleisi Hoffmann também comentou notícia segundo a qual o ex-presidente da construtora OAS, Leo Pinheiro, teria tido sua delação premiada recusada porque seu depoimento inocentava o ex-presidente Lula.
Ela afirmou que, segundo a imprensa, Léo Pinheiro teria dito que a OAS fez obras no apartamento triplex, no Guarujá, e no sítio de Atibaia para agradar a Lula, e não em contrapartida a benefícios recebidos. As informações, no entanto, não teriam sido consideradas críveis.
— Como dizem que não é crível. Em que se baseiam para afirmar isso? — questionou a senadora.


Por uma cultura de respeito às mulheres

A sociedade machista legitima a cultura do estupro, na qual homens acreditam que têm o direito de cometer diversas violências contra a mulher, inclusive sexual

No Brasil, ocorrem anualmente cerca de 50 mil casos de estupros, mais da metade das vítimas são menores
O estupro vivido por uma adolescente, no Rio de Janeiro, colocou a discussão em torno desse tipo de violência na pauta dos recentes debates da grande mídia e das redes sociais. O esforço de algumas pessoas em promover uma reflexão responsável em torno do tema teve que rivalizar com um conjunto de discursos falaciosos e posições preconceituosas que se disseminaram com contornos que beiraram a histeria.
Em muitos desses discursos surpreende o fato de que um dos princípios básicos que deve marcar as relações entre as pessoas foi quase que completamente ignorado: a ideia do respeito à dignidade humana. Talvez, não seja demais supor que o momento de imoralidade política que o país experimenta contribua para a legitimação de discursos dessa ordem, reforçando que é possível manter uma posição de relativismo diante de semelhantes crimes.
Alguns dados estatísticos parecem reforçar isso. No Brasil, ocorrem anualmente cerca de 50 mil casos de estupros, mais da metade das vítimas são crianças e adolescentes. O constrangimento da situação e a dificuldade de se comprovar o crime mantêm boa parte dos agressores, muitas vezes pessoas próximas às vítimas, livres. Nessas circunstâncias, é inevitável que elas se vejam sujeitas a uma segunda violência, a violência da impunidade.
Nossa sociedade machista e patriarcal institui e valoriza práticas sociais que desqualificam ou preterem as mulheres. Essas práticas contribuem para o que muitos chamam de cultura do estupro, um espaço em que homens são levados a crer que têm o direito de cometer diversos tipos de violência contra a mulher, inclusive sexual.


A escola precisa acolher a discussão do machismo e da cultura do estupro. Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil
Nesse sentido, meios de comunicação, instituições públicas e a própria família sistematicamente vão legitimando papéis que meninos e meninas desde cedo são convidados a desempenhar. A instituição escolar não está isenta dessas práticas. O assédio a alunas e professoras é mais frequente do que se supõe, com circunstâncias que vão desde simples insinuações até abordagens mais agressivas, pautadas por ameaças ou violação da intimidade.
Os dados sobre a violência contra a mulher são absurdos e exige de todos uma crescente consciência do seu significado e de como atuar para mudá-los. A escola como espaço privilegiado de formação e socialização precisa acolher essa discussão, ajudando os estudantes a compreender esse tema em toda a sua complexidade e extensão, implicando-os como possíveis sujeitos transformadores.
Isso pode começar dentro da escola com a proposição de uma vivência cotidiana que reflita um compromisso efetivo com o respeito à todas as mulheres em tudo aquilo que elas mesmas reconhecem como aspectos marcantes de sua identidade.
Leia proposta de debate e redação inspirada neste texto 
Objetivo de aprendizagem: propor um percurso reflexivo para o tema da violência contra as mulheres e busca abrir espaço para ações que transformem a atual situação de sujeição a que elas estão expostas.
Competência: Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas.
Habilidades: Relacionar, em diferentes textos, opiniões, temas, assuntos e recursos linguísticos. Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público.


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