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domingo, 21 de janeiro de 2018

Exposição na Bélgica traz roupas de vítimas de estupro para romper mito de 'culpa da mulher'

Com objetivo de derrubar o mito de que "roupas provocativas" são um dos motivos que leva a crimes de violência sexual, mostra "A culpa é minha?" acontece em Bruxelas, onde apenas 10% dos casos de estupro são denunciados.


Exposição mostra roupas "normais" de vítimas de estupro no dia em que sofreram o ataque (Foto: Reprodução/Facebook/CCM - Centre Communautaire Maritime)
Em 2016, uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou que mais de um terço dos brasileiros acredita que "mulheres que se dão ao respeito não são estupradas". No mesmo estudo, 30% disseram que "mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada".
Uma exposição de roupas de vítimas de estupro na Bélgica, porém, contradiz essa lógica. Exibida em Bruxelas, a mostra traz trajes que mulheres e meninas estavam usando no dia em que sofreram a violência sexual e reúne calças e blusas discretas, pijamas e até camisetas largas.
O objetivo dos organizadores é derrubar o "mito teimoso" de que roupas provocativas são um dos motivos que leva a crimes de violência sexual.
A exposição levou o nome de "A culpa é minha?", em referência à pergunta que muitas vítimas se fazem depois de um ataque.
"O que você percebe imediatamente quando vem aqui: todas as peças são completamente normais, roupas que qualquer um usaria", afirmou Liesbeth Kennes, que faz parte do grupo de apoio a vítimas de estupro CAW East Brabant, organizador da exposição.
"Tem até uma camiseta de uma criança com uma imagem do filme 'My Little Pony' que mostra essa dura realidade", disse.
Culpa da vítima
Kennes ressalta que "a culpabilização da vítima" ainda é um problema sério em casos de violência sexual. Ela cita que muitas mulheres se questionam se podem ter sido, de alguma forma, responsáveis pela agressão que sofreram por conta de alguma atitude ou de algo que estavam vestindo.
Em 2015, ela mencionou em uma entrevista a um veículo belga que apenas 10% dos estupros no país eram denunciados para a polícia e que, desses todos, somente um em cada dez resultava em condenação.
"Por trás desses números há pessoas de carne e osso. Mulheres, homens, crianças. Nossa sociedade não incentiva as vítimas a denunciarem ou a falarem abertamente sobre o que passaram", pontuou Kennes.
No Brasil, estima-se que aconteça um estupro a cada 11 minutos - a subnotificação dos casos também é grande e somente 10% deles são levados à polícia, segundo o Ipea. São 50 mil casos registrados por ano, mas a estimativa é que existam pelo menos 450 mil.
Na pesquisa feita pelo Datafolha em 2016, 42% dos homens disseram que "mulheres que se dão ao respeito não são estupradas", enquanto 32% das próprias mulheres acreditam nessa mesma premissa.
Enquanto vítimas são acusadas de se vestirem de maneira provocativa ou de andarem sozinhas na rua à noite, Kennes reforça: "Só há uma pessoa responsável, uma pessoa que pode prevenir o estupro: o próprio estuprador".

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Maria Bueno, história de sua vida, fotos

Maria Bueno teve uma vida sofrida, assassinada no dia 29/01/1893, aos 29 anos. Hoje, Maria Bueno é venerada por muitos fiéis que, acreditam que faça milagres.
Maria Bueno foi a filha mais nova de 7 irmãs, nascida em 8 de dezembro de 1854 no Rio da Prata, perto de Morretes, Litoral paranaense. Ainda na infância ela se mudou com a família para Campo Largo e depois foi morar em Curitiba, onde foi degolada pelo namorado.
Conforme relatos históricos, o modo violento em que Maria Bueno foi morta, causou comoção na cidade na época e, logo após a sua morte, na região onde hoje está situado o início da rua Vicente Machado, no Centro de Curitiba, foi colocada uma cruz de madeira, onde nasceu uma rosa vermelha. Segundo a lenda Maria Bueno passou a atender às preces dos devotos que iam até o local.
Segundo seus devotos, na madrugada da sua morte, atendia uma festa quando recebe um chamado da viúva. Embora fosse tarde, retorna para casa atravessando um matagal na rua Campos Gerais, a atual Vicente Machado, entre Visconde de Nácar e Visconde do Rio Branco. Zona do meretrício da época. Lá se encontra Diniz, emboscado. Tenta violentá-la e, ao defender-se, é degolada.
Depois de algum tempo foi construído um túmulo para Maria Bueno, no Cemitério Municipal de Curitiba, no bairro São Francisco, local de romaria de devotos até os dias atuais.
O túmulo de Maria Bueno é muito visitado e tem no muro da frente e na parede do túmulo centenas de plaquetas com dizeres de agradecimentos de graças recebidas de muitas formas. Mais a frente foi construido um local só para acender as velas que os devotos levam para queimar agradecendo por pedidos atendidos.

Televisão: “Casos e Causos”, iniciativa da Rede Paranaense de Comunicação (RPC) de desenvolver a teledramaturgia paranaense e apresentar aos moradores do estado histórias de nossa gente está apresentando a vida de Maria Bueno.. 

Contam que Pedro Bueno, embriagado, quis matar Maria Bueno, quando nasceu. Quando se preparava para arrebatar a cabeça da criança com uma garrafa, uma forte luz bateu em sua cabeça, fazendo-o cair desfalecido. Depois disso acordou diferente. Transformou-se num bom homem. Deixou de beber e adorava Maria Bueno. Mais tarde, alistou-se como voluntário, na Guerra do Paraguai, morrendo em combate.
Júlia e sua filha Maria Bueno, sempre que podiam, iam visitar seus parentes e amigos no Porto de Cima e se hospedavam na casa, onde mais tarde foi realizada a gravação da novela “Maria Bueno”, dirigida por Paulo de Avelar. Nesta casa, funcionou a Prefeitura, a cadeia e a escola Professora Benedita da Silva Vieira, segundo depoimento da Senhora Madalena Marques Ferreira, que diz que foi sua aluna. Depois, mudou-se para Campo Largo. Mais tarde, sua mãe faleceu e sua irmã Maria Rosa começou a maltratá-la, ocasião em que Maria Bueno, ajudada por alguns padres, foi para Curitiba.
Jovem, bonita, gostava de dançar, por isso vivia nos bailes. Lá conheceu Inácio Diniz, anspeçada do Exército. Ele insistiu e foi morar junto com Maria Bueno.
Uma noite, em que Diniz estava de serviço no quartel havia um grande baile. Maria Bueno queria ir dançar e Diniz não queria que ela fosse. Discutiram fortemente, Diniz foi para o quartel. Maria Bueno foi para o baile. Tarde da noite, Diniz saiu do quartel (onde hoje é o colégio São José, na Praça Rui Barbosa) e foi espionar Maria Bueno no baile. Ficou furioso e escondido nos matos da Rua Campos Gerais. (hoje Rua Vicente Machado). Quando Maria Bueno passou sozinha, matou-a com um punhal, degolando-a. Era então a madrugada do dia 29 de janeiro de 1893. O crime abalou a pequenina Curitiba da época. Diniz foi preso e julgado por um júri popular, do qual, tomaram parte proeminentes figuras curitibanas, e ele foi absolvido por unanimidade.
No lugar onde Maria Bueno morreu, foi colocada uma tosca cruz de madeira. Nos pés desta cruz, nasceu uma rosa vermelha. Maria Bueno era muito popular e admirada pelo povo, que ia rezar e acender velas. Contam que aconteceram graças e milagres, transformou-se numa grande romaria.
Na revolução Federalista de 1894, quando Gumercindo Saraiva tomou conta de Curitiba, Diniz foi fuzilado pelo Exército.
Hoje há devotos de Maria Bueno que construíram seu túmulo em cemitérios, com placas de agradecimentos do Brasil inteiro e de países do Mundo.

A família de Aurora Marchiori Leite, de 53 anos, não vai ao Cemitério Municipal de Curitiba no Dia de Finados apenas para visitar o túmulo dos entes queridos. Ela também pretende prestar homenagem à Maria Bueno, sua “santa” de devoção. “Tenho muita fé nela, consegui muitas dádivas”, afirma. Assim como dona Aurora, cerca de cem mil pessoas devem passar pelos cemitérios da capital no domingo (2). Somente o túmulo de Maria Bueno deve receber aproximadamente três mil visitas. Os mortos “milagreiros”, como são conhecidos pelos devotos, atraem fiéis em todo o estado.
A capela que foi construída sobre a sepultura de Maria Bueno está forrada de placas de agradecimento, velas, fotos e bilhetinhos com vários pedidos. Os fiéis que a visitam recebem até uma fitinha para colocar no pulso, como a de Nossa Senhora Aparecida. Na tarde de quinta-feira (30), dona Aurora e família visitaram o túmulo de Maria Bueno de Curitiba, para agradecer mais uma dádiva: “Minha neta tinha um problema sério de sangramento no nariz. Pedimos a benção dela e ela nos atendeu”.
Cemitérios municipais
Maria Bueno, a “santa” paranaense mais conhecida, já foi tema de peças teatrais, livros, estudos e recentemente sua vida foi representada no Revista RPC. Ela nasceu em Morretes, litoral paranaense, em 1864. “Em Curitiba trabalhou como doméstica. Era uma pessoa simples e alegre, que estava a frente do seu tempo, pois ao contrário da maioria das mulheres da época, sabia ler e escrever, e não se submetia aos homens”, conta o vice-presidente da Irmandade Maria da Conceição Bueno, Marciel Colonetti.
A beleza dela teria atraído um policial chamado Diniz, mas ela o preteriu, pois era noiva. “O policial armou uma armadilha, mandando-lhe um bilhete em nome do seu namorado. Marcou um encontro, e no local tentou estuprá-la, mas ela não deixou. Isso fez com que o policial a degolasse”, conta Colonetti. Outros relatos, porém, indicam que Maria Bueno foi namorada de Diniz, e este, por ciúmes, a matou. Maria Bueno teria sido encontrada de joelhos em uma rua, onde atualmente é a Avenida Vicente Machado. No local, segundo a crença, cresceram rosas vermelhas.
“Geralmente são pessoas de boa índole, que tiveram uma morte trágica, seja por assassinato, ou alguma doença. É como um mártir. A diferença entre eles e os santos oficiais é que estes últimos sacrificaram a sua vida pela religião, o que não acontece, necessariamente, com os santos populares”, explica a professora de História das Religiões da Universidade Estadual de Maringá, Solange Ramos de Andrade.
A grande dificuldade é remontar suas histórias. “Existem dois relatos: aquele contado por historiadores, através de estudos, e o dos fiéis, que devido ao processo de mitificação, acabam modificando a vida da pessoa”, ressalta o professor de História das Religiões e Religiosidades da Universidade Estadual de Londrina, Marco Antônio Neves Soares.
Para Solange, é difícil julgar até que ponto existe fantasias em torno desses nomes. “Relato de pessoas que receberam dádivas desses santos não faltam. Acreditar é uma questão de fé pessoal”.
A curandeira
Maria Bueno é um exemplo de santo popular, que existem em quase todas as cidades e não são reconhecidos pela Igreja Católica, mas têm fama de milagreiros e atraem milhares de fiéis. Além dela, outras personagens são cultuadas no Paraná, como a Maria Polenta, em Curitiba, Corina Portugal, em Ponta Grossa, o menino José Oswaldo, em Londrina, e Clodimar Pedrosa, em Maringá, entre outros.
Maria Polenta (Maria Trevisan Tortato) viveu entre 1888 e 1959. Segundo Lucia Grochou, que é sua admiradora, Maria era uma senhora pobre, que ajudava as pessoas através de seus “poderes” de cura. “A história mais divulgada fala sobre um jogador do Coritiba que procurou a curandeira, pois estava com problemas no joelho. Ela teria pedido que o atleta a pagasse antes da consulta e depois que recebesse a cura. Após melhorar, o jogador não cumpriu o combinado e, no dia seguinte, não conseguia mais jogar”, conta.
Outros relatos dizem que Maria Polenta não cobrava por seus serviços, e ajudava muito os pobres. “São histórias que os fiéis criam com o passar do tempo. Até hoje não existe um estudo que esclareça a sua trajetória”, diz a professora de História das Religiões, Vera Irene Jurkevics. Apesar disso, centenas visitam o seu túmulo, no cemitério Água Verde, em busca de cura para males de saúde.
Fé no interior
José Oswaldo Schieti nasceu em 1941, em Londrina. Segundo o professor Soares, era uma criança alegre e arteira. “Fizemos alguns trabalhos na UEL sobre a sua vida, e de acordo com o relato de familiares, o menino adoeceu, agonizou por alguns meses e morreu, sem nenhuma explicação”, diz.
A funcionária da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina, Débora Zanutto, trabalha há 31 anos no local e conta outra versão. “No dia da sua 1ª comunhão, o menino caiu de um caminhão e morreu. No livro de inumações consta fratura na têmpora, como causa da morte”, relata.
Logo após o enterro, no Cemitério São Pedro, o túmulo do menino começou a jorrar água. De acordo com Débora, a mina cessou há cerca de 10 anos. Mesmo assim, as visitas são diárias, e as velas tomam a calçada ao lado de sua sepultura no Dia de Finados.
Outro santo popular é Clodimar Pedrosa Lô. De origem humilde teria sido morto brutalmente pela polícia após uma falsa acusação de um cliente do hotel no qual trabalhava. “O dono do hotel chamou a polícia. Eles o levaram para delegacia, onde o estupraram e espancaram até a morte. Houve revolta na cidade, e os policiais tiveram que fugir para não serem linchados. Alguns meses depois o pai de Clodimar matou o dono do hotel”, conta a historiadora Solange.
Desde morte, em 1967, o túmulo do menino é o mais visitado no Dia de Finados no Cemitério Municipal de Maringá, e as placas de agradecimento aos milagres amontoam-se junto às velas.
Violência doméstica
Há quase 140 anos, o túmulo de Corina Portugal é o mais visitado do Cemitério São José, em Ponta Grossa. Segundo o advogado, Josué Correa Fernandes, autor do livro “História de Sangue & Luz – Tragédia de Corina Portugal”, a bela moça carioca, que chegou aos 18 anos na cidade, em 1867, teve a vida marcada pela violência e o alcoolismo do marido.
“Ele chegava em casa bêbado e batia nela. Fez com que ela perdesse um filho, após lhe dar um chute na barriga”, conta Fernandes. Certa noite, após uma discussão, o marido, Alfredo Campos, lhe matou com 32 facadas. Para se defender, disse que cometeu o assassinato para lavar a sua honra, pois ela o traia com João Dória, deputado na época. Campos foi absolvido pela Justiça, e Dória teve que fugir para Curitiba. Ele só conseguiu provar sua inocência quando publicou em jornais, as cartas que Corina enviava à família, relatando tudo que vivia.
Hoje, Corina é a “santa” das mulheres que sofrem violência doméstica. “Mas ao redor de seu túmulo você encontra bilhetes com pedidos diversos”, explica Fernandes.
Sem reconhecimento da Igreja
Apesar de arrastarem milhares de fiéis, os santos populares dificilmente são oficializados pela Igreja Católica. “A canonização de um santo, no Vaticano, é um processo muito parecido com o jurídico. É necessário ter provas concretas, geralmente ligadas à cura, em casos de doenças repentinas e irreversíveis. Uma comissão científica avalia se não houve intervenção médica. É um processo extremamente caro e rigoroso”, explica a professora de História das Religiões da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Vera Irene Jurkevics. “O candidato também não pode ter vestígios de mácula em sua trajetória de vida. Tem que ser puro, por isso, geralmente, são ligados às instituições religiosas”.
No entanto, a fé nos santos populares continua, assim como os relatos de milagre. “Eu tinha dores de dente insuportáveis. Após tomar um chá de rosas da Maria Bueno, nunca mais senti nada. A minha fé nos seus poderes não depende da Igreja”, ressalta dona Aurora.
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