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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

10 polêmicas envolvendo Luciano Huck que ele vai ter que explicar se for candidato


Foto: Divulgação/TV Globo
Durante o carnaval, tornou-se pública a informação de que o apresentador de televisão e empresário Luciano Huck usou um empréstimo de R$ 17 milhões do BNDES – portanto, dinheiro público – para comprar um jatinho. Cotado para concorrer à Presidência da República, ele logo foi alvo de uma série de críticas e teve de se pronunciar, justificando o financiamento.
O caso do avião é apenas uma das várias polêmicas que Huck se envolveu ou está envolvido. De uma pousada interditada pelo Ibama em Fernando de Noronha a camisetas com apologia à pedofilia, ao assédio sexual e à “gordofobia”. De um suposto cigarrinho de maconha à exploração da imagem da mulher como objeto sexual, passando pelo assistencialismo televisivo. Da indigesta amizade com o senador tucano Aécio Neves ao suspeito decreto do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral que o beneficiou.
Confira dez polêmicas envolvendo Luciano Huck que ele terá de explicar se decidir ser candidato a presidente:
1. Pousada em Fernando de Noronha interditada pelo Ibama
A luxuosa pousada em Fernando de Noronha da qual Luciano Huck era sócio foi interditada em 2003 pelo Ibama. O órgão ambiental argumentou que o estabelecimento estava funcionando sem licença de operação e descumprindo uma ordem judicial.
Moradores de Fernando de Noronha haviam ingressado um ano antes com uma ação judicial contra a construção da Pousada Maravilha por suposta infração ambiental. O juiz de primeira instância concedeu liminar suspendendo as obras. A Justiça de segunda instância autorizou a continuidade da construção, mas condicionou a abertura do estabelecimento a uma nova apreciação do projeto. A pousada foi aberta sem a conclusão dessa etapa judicial – o que motivou a interdição.
À época, a defesa de Huck informou que a pousada ainda não estava aberta oficialmente. Após a polêmica, o estabelecimento foi regularizado; e recebe hóspedes até hoje. O apresentador de tevê vendeu sua participação no negócio em 2011.
2. Casa de Angra dos Reis “legalizada” por decreto de Sérgio Cabral
Outro caso em que Luciano Huck foi acusado de crime ambiental ocorreu em 2007, quando a prefeitura de Angra dos Reis (RJ) moveu uma ação por construção irregular e supostos danos ao meio ambiente provocados por obras da casa de veraneio do apresentador.
Um ano depois, em 2008, a Justiça obrigou Huck a paralisar a construção de bangalôs, decks, garagem de barcos e de um muro para criação de praia artificial.
O apresentador, contudo, acabou beneficiado em 2009 por um decreto assinado pelo então governador Sérgio Cabral (PMDB) alterando a lei sobre áreas de proteção ambiental (APAs). Ambientalistas criticaram o decreto e o apelidaram de “Lei Luciano Huck”. Também denunciaram o fato de que Huck, nesse processo, tinha como defensores dois advogados do escritório do qual a mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, era sócia.
À época, Luciano Huck informou, por meio de sua assessoria, que o escritório da então primeira-dama “atua há vários anos como correspondente” do escritório de seus advogados em São Paulo e que ele não sabia, “até o momento, de que a primeira-dama do Rio de Janeiro era sócia desse escritório”.
Em julho de 2011, a Justiça condenou Huck a pagar R$ 40 mil por cercar com boias a faixa costeira ao longo da sua casa.
3. Fumou ou não fumou? A história do cigarrinho (supostamente) de maconha
Luciano Huck gosta de publicar selfies nas redes sociais. Pelo menos uma causou polêmica, em 2015, por causa de um cigarro “estranho” que apareceu na bancada do camarim em que ele estava cortando o cabelo. Internautas atentos sugeriram que Huck “esqueceu o baseado” (cigarro de maconha) na mesa. O apresentador fez que não era com ele e não comentou sobre o assunto. Mas apagou a imagem das redes sociais.
Huck já foi questionado sobre a legalização da maconha. E ficou em cima do muro: disse não ter opinião formada sobre o assunto. Contudo, o irmão dele, o cineasta Fernando Grostein Andrade, é autor de um filme em que discute argumentos a favor da liberação da droga – Quebrando o Tabu. O principal incentivador da candidatura de Huck, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tem sido um defensor da descriminalização da maconha. FHC participou do filme do irmão de Huck, lançado em 2011.
4. Apologia da pedofilia e do assédio sexual, gordofobia e exploração comercial do racismo: grife de Huck é um manancial de ‘bolas fora‘
Luciano Huck é proprietário da “Use Huck” – uma grife de camisetas “descoladas”, com frases estampadas que eram para ser bem-humoradas. Mas várias delas viraram alvo de intensas críticas – que levaram à retirada de circulação das peças.
Uma das camisetas, disponível na versão infantil, trazia a inscrição “Vem ni mim que eu tô facin”, que imediatamente foi interpretada como um estímulo à pedofilia.
Outra tinha como estampa os dizeres “Quando um não quer, o outro insiste”. Defensores dos direitos das mulheres destacaram que esse tipo de expressão estimula o assédio sexual e até mesmo o estupro.
A grife de Huck também foi acusada de disseminar o machismo e a “gordofobia” (preconceito contra obesos) com a camiseta cuja estampa era “Salvem as baleias que eu salvo as sereias”. Ao mesmo tempo, virou alvo de ambientalistas que viram descaso do apresentador com a campanha internacional para evitar a caça às baleias.
A grife de Huck não teve sucesso nem mesmo quando decidiu abraçar uma causa internacional de combate ao racismo. Em 2014, o jogador brasileiro Daniel Alves foi alvo de manifestações racista numa partida de futebol na Espanha: torcedores lançaram bananas no campo, em direção ao atleta da seleção do Brasil.
Vários outros jogadores e celebridades começaram a espalhar pelas redes sociais o slogan “Somos todos macacos”. A grife de Huck estampou a frase em uma suas camisetas, que passou a ser vendida por R$ 69 a unidade. O apresentador virou alvo de críticas por estar supostamente explorando comercialmente uma campanha de combate ao racismo.
Ele se defendeu pelas redes sociais: “Não quero e não vou ganhar um tostão com isso”. O dinheiro obtido com a venda das camisetas foi repassado ao projeto Brasil Afroempreendedor, do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon).
5. Tiazinha e Feiticeira: a exploração da imagem da mulher como objeto sexual
Antes de assinar contrato com a Rede Globo, Luciano Huck apresentava na Band TV o Programa H, que ficou conhecido por explorar a imagem da mulher como objeto sexual por meio de duas personagens lançadas em 1998: Tiazinha e Feiticeira.
Tiazinha usava lingerie, máscara e chicote e “torturava” jovens que participavam do programa; ela arrancava os pelos corporais com cera – caso o participante da gincana errasse a resposta de uma pergunta. Feiticeira, também vestida com poucas roupas, era o “prêmio” para o vencedor de uma prova. Ela atendia a pedidos de jovens, tais como dançar sensualmente na sua frente ou fazer massagens.
Em 2014, Huck disse ao programa Globo News Diálogos que não voltaria a usar personagens semelhantes em seus programas. Mas não disse que deixaria de fazer isso por entender que estaria explorando a imagem da mulher como objeto sexual. “Naquele contexto [quando Tiazinha e Feiticeira foram lançadas] foi super adequado. Eu tinha 25 anos, um descompromisso com tudo. Foram três anos divertidíssimos. Mas fazer isso hoje não teria o menor sentido. Casado, com três filhos e 40 anos na cara, fazer programa de molecada não dá”, disse Huck.
Mais recentemente, o apresentador de tevê voltou a ser criticado por suposta exploração da imagem sexualizada da mulher. Durante a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, Huck começou a fazer uma campanha nas redes sociais para “promover” o namoro de estrangeiros com brasileiras e vice-versa. A suspeita era de que as histórias seriam contadas em seu programa, o Caldeirão do Huck. Mas ele passou a ser criticado por incentivar o turismo sexual. O apresentador apagou de suas redes sociais o post em que pedia para que lhe enviassem as histórias. E nada mais aconteceu.
6. Críticas por supostamente não ter ajudado o piloto do avião que fez pouso forçado e salvou Huck e sua família
Luciano Huck e sua família (incluindo a apresentadora Angélica) foram vítimas de um acidente de avião em 2015. A pequena aeronave em que eles estavam teve uma pane seca e o piloto teve de fazer um pouso forçado numa área rural do Mato Grosso do Sul. Como não houve mortos, o piloto foi tratado como um herói ao ter conseguido pousar o avião e salvar todos os ocupantes.
Mas o piloto foi suspenso de suas atividades. E a empresa de táxi aéreo do qual ele era funcionário cortou seu salário em 80%, até a conclusão das investigações. O piloto chegou a ir ao programa Domingo Show, da TV Record, para dizer que passava necessidades. O apresentador desse programa, Geraldo Luís, criticou Huck abertamente – embora o próprio piloto não tenha feito isso diretamente.
Tempos depois, o piloto veio a público para dizer que estava sem trabalho, mas que Luciano Huck o ajudava. Apesar disso, a versão de que Huck não ajudou o piloto continua a circular nas redes sociais.
Em 2017, a Aeronáutica concluiu que o acidente do avião ocorreu devido a uma pane seca (falta de combustível), que por sua vez foi causado porque os sensores do tanque do avião haviam sido instalados de forma errada. Além disso, o relatório concluiu que o piloto não estava devidamente treinado para pilotar aquele modelo de aeronave e que, se estivesse, poderia ter evitado o pouco forçado.
7. Assistencialismo televisivo: conserta minha casa ou meu carro aí que eu lhe dou um pouco de audiência
O tipo de programa de auditório que Huck comanda há muito tempo é acusado de fazer uma espécie de “assistencialismo televisivo”. A crítica é a seguinte: do mesmo modo que políticos dão cadeiras de rodas ou dentaduras a pessoas pobres para conseguir votos, essas atrações da tevê concedem algum benefício para os participantes de determinados quadros (normalmente gente sem recursos financeiros) em troca da audiência que rendem por contarem suas histórias dramáticas e/ou participarem de atividades de palco que muitos consideram humilhantes.
O programa de Luciano Huck – que tem entre seus principais quadros o Lata Velha, que conserta automóveis sem condições de uso; e o Lar Doce Lar, que reforma casas – não passa ileso a esse tipo de crítica. No ano passado, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que Huck faz “política social de auditório” e que isso caracteriza manipulação eleitoral.
O apresentador de televisão já falou sobre o assunto em 2014, antes mesmo de ser criticado por Dilma. Em entrevista ao programa Globo News Diálogos, disse não achar que é assistencialista.
“Acho tão fácil de argumentar [contra a acusação de assistencialismo]. Eu não faço isso”, disse Huck. “Pelo menos estou fazendo alguma coisa. Estou empoderando, dando protagonismo, ouvindo história do Brasil inteiro. Reformar a casa, dar um carro, um negócio, é tudo desculpa pra contar a história de alguém. Quero aproveitar para passar uma mensagem positiva, para mostrar caminhos, para que alguém – independentemente do credo, cor, raça, grana – tenha uma história pra contar.”
8. A amizade “apagada” com Aécio Neves
Luciano Huck nunca escondeu que era amigo do senador tucano Aécio Neves (PSDB). Os dois eram vistos juntos com frequência. Na campanha presidencial de 2014, o apresentador organizou em sua casa um jantar de artistas e celebridades com o tucano.
Mas, no ano passado, quando veio a público a série de gravações de Aécio com os donos da JBS, Huck buscou afastar a sua imagem da do tucano. Foi acusado de “apagar” de suas redes sociais as fotos em que os dois apareciam juntos. Ele negou ter feito isso. Mas o fato é que não havia mais registros dos dois juntos.
Quando é questionado sobre sua relação com o senador, Aécio não nega que os dois eram amigos. Mas diz que se decepcionou com o tucano. “Levante a mão aqui quem na vida nunca se decepcionou com um amigo. Óbvio que eu me decepcionei”, disse Huck em novembro do ano passado.
9. Suposta tentativa de burlar a regra eleitoral que impede financiamento privado de campanhas
fundo RenovaBR, criado por um grupo de empresários do qual Luciano Huck faz parte, foi lançado para dar bolsas de estudo para pessoas de fora da política que tenham interesse em se candidatar nas eleições de 2018. A iniciativa, que tem como objetivo declarado renovar a política, passou a ser acusada de promover suposto financiamento eleitoral irregular, numa tentativa de burlar as regras em vigor.
O Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu em 2015 que empresários façam doações para candidatos. O deputado Jorge Solla (PT-BA) entrou com uma representação para que a Procuradoria-Geral da República investigue as reais intenções do fundo RenovaBR.
10. O jatinho financiado com dinheiro público
A polêmica mais recente envolvendo Luciano Huck diz respeito à compra que ele fez de um jatinho da Embraer com dinheiro público. No caso, de um empréstimo de R$ 17 milhões do banco estatal BNDES.
O financiamento foi contraído em 2013 por Huck por meio do programa BNDES Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos). O empréstimo tem juros de 3% ao ano (bem abaixo dos juros de mercado) e prazo de 114 meses (9 anos e meio) para pagar.
A assessoria de Luciano Huck diz que “o Finame é um programa do BNDES de incentivo à indústria nacional, por isso financia os aviões da Embraer [indústria brasileira]”. O texto ainda explica que o apresentador usa o avião duas vezes por semana para gravações de seu programa.
O BNDES informou que as taxas vantajosas eram oferecidas a qualquer um que obtivesse financiamento para aquisição de máquinas e equipamentos.

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