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segunda-feira, 19 de março de 2018

79 candidatos que concorreram às eleições entre 2000 e 2016 foram mortos


Do total dos assassinados, 63 (80%) disputavam o cargo de vereador, seis queriam ser prefeito, e, três, vice-prefeitos — ou seja, 91% dos casos no âmbito municipal. “A questão é a seguinte: a assombração sabe para quem aparece. Nunca fui procurado por ninguém de milícia querendo fazer negócio nem ameaçado por nenhuma razão. Os caras que praticam esse tipo de assédio com os políticos são bandidos. É um erro chamar aquilo de milícia. Tem que chamar de bandido. São delinquentes. E assim devem ser tratados. Matam pessoas, dão surra em outras. Na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e na Câmara Municipal, temos casos ainda piores. Tinha um cara chamado Jerominho, vereador e miliciano, que foi cassado. Tinha os votos de uma comunidade porque dava cesta básica”, explica o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ). As informações são do Correio Braziliense.
Segundo o parlamentar, Jerominho faturava dinheiro vendendo botijão de gás e fazendo ligações clandestinas de tevê a cabo e até de energia elétrica. Também vendia espingardas. “Era o poder das armas e a corrupção eleitoral associada à mesma pessoa. Há uma complexidade nessas coisas.” Miro também explica que esse envolvimento contribui para o empoderamento das milícias no Rio, pois “não é apenas a violência que causa esse caos na nossa política”. “O acesso das milícias à cúpula do Legislativo e do Executivo também atrapalha o combate à violência.”
Outro deputado carioca, que não quis se identificar, lembra de casos como o do ex-vereador Cristiano Girão, cassado em 2009, após ser acusado de chefiar milícia da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio. “Mataram um rapaz na entrada de um restaurante. A vítima tinha se casado com a ex-mulher do Girão. É disso que a gente fala. Os parlamentares não apenas sofrem violência, eles também praticam a violência. A milícia financia os mandatos de muita gente dentro do nosso estado”.
Além dele, lembra o parlamentar, existe outro caso emblemático de milicianos que se envolveram na política. Trata-se de uma tradicional família em que um irmão é deputado e outro, conselheiro de um tribunal. “Eles têm processos de adulteração de combustível (são proprietários de postos de gasolina), lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de curral eleitoral em áreas dominadas por milícias.” O dinheiro para financiar todas as campanhas do político teria saído de negócios “alternativos”. “O cara arranjou dinheiro com a bandidagem e foi eleito diversas vezes. Tem processos, mas tem foro privilegiado. Nunca se prejudica”, completa.
Espaço do tráfico
Para o cientista político Antônio de Pádua, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), “o que a população espera é que essa intervenção do governo federal na segurança pública do estado traga resultados”. “As milícias tomam conta da política há mais de uma década, um espaço que antes era do tráfico. Sempre tem alguém da bandidagem trabalhando por trás dos poderosos. E isso não pode continuar.”
“Espero que esse caso da Marielle, uma pessoa que não tinha medo de delatar quem quer que fosse e tinha uma responsabilidade social enorme, não tenha ocorrido em vão. As investigações da polícia apontam para o que seria uma execução. E de onde vem isso? De quem controla o dinheiro. Essa resposta já foi dada quando o primeiro político foi cassado por ter envolvimento onde não deveria”, conclui.
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