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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Maçonaria, Grande Oriente do Paraná e o Natal 2019


O Natal chegando e a Maçonaria do Paraná fazendo sua parte, os celetos irmãos do Grande Oriente do Paraná já divulgou o seu evento para a grande confraternização desta data única no Teatro Positivo, apresentação de 40 vozes iluminadas do PACEM, orqeustra mundialmente aplaudida, evento marcado para dia 22 de Dezembro. 

Natal da Família Maçônica do Paraná!!
Participe!!! Esperamos você e sua família nesse evento de Paz e Solidariedade. Nós fazemos um mundo melhor para todos!







O Coro Masculino Ottava Bassa foi idealizado e fundado em abril de 2016 por seu maestro titular, o cantor lírico integrante da Camerata Antiqua de Curitiba Alexandre Mousquer.


Surgiu com o desejo em desenvolver um trabalho artístico coral exclusivamente com vozes masculinas, formação essa, bastante difundida e apreciada em países europeus e norte-americanos, porém, muito pouco celebrada no Brasil, o grupo é formado por cantores profissionais e estudantes de canto, assim como outros músicos que também apreciam essa distinta formação musical.


O Ottava Bassa é um grupo de voluntários que desenvolve um trabalho com alto nível artístico, primando pelo desenvolvimento técnico vocal de seus integrantes e trazendo, como diferencial, além da natureza de sua formação, um repertório abrangente e eclético de obras de grandes compositores contemporâneos mundiais, isso faz com que o grupo venha rapidamente conquistando plateias e se destacando no cenário musical de Curitiba e do Brasil, bem como despertando interesses internacionais.


Com uma formação que agrega atualmente 34 cantores, um pianista, e percussionistas, o Coral Masculino Ottava Bassa crê na importância e relevância de seu trabalho para o enriquecimento do cenário das artes e da cultura paranaense e brasileira.


Em 2016, o coro fez sua estreia na 1ª Semana de Canto Coral Henrique de Curitiba, realizada na Capela Santa Maria sob a curadoria da Camerata Antiqua de Curitiba, no mesmo ano, a convite do Maestro Stefan Geiger, titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, o grupo compôs o coro da ópera "Der Freischütz" ("O Franco Atirador") de Carl Maria von Weber, no Teatro Guaíra.

Participou também do Festival Internacional de Coros de Curitiba, o Cantoritiba, no qual foi premiado como o melhor coro masculino daquela edição; ao fim de 2016 o grupo realizou seu primeiro espetáculo cênico musical, intitulado “Smile – A vida vale a pena se você apenas sorrir”, na Capela Santa Maria, espetáculo esse, inspirado na música e estética visual da obra de Charlie Chaplin e na cultura estadunidense do canto ao estilo barbershop, reconhecido por sua típica formação de quarteto vocal masculino.


Em sua trajetória a seguir, o Ottava Bassa participou da II e III Semana de Canto Coral Henrique de Curitiba [2017 e 2018] e foi reconhecido e agraciado na edição de 2017 do Cantoritiba com o primeiro lugar na Categoria de Música Erudita Avançada e recebeu também o prêmio de melhor Coro Masculino.

Ainda em 2017 realizou o espetáculo natalino “Pacem”, o material captado na ocasião se transformou no primeiro registro em DVD do grupo. Em 2018, o grupo integrou como convidado a programação da 35ª Oficina de Música de Curitiba, na ocasião o grupo apresentou o espetáculo “Momentos” inspirado na trajetória do próprio grupo.


Neste ano de 2018, o grupo deu início a uma série nominada de “Canticum Novum” onde se apresenta num circuito de igrejas da capital paranaense e sua região metropolitana e foi convidado a realizar a abertura da palestra “Qual é a tua obra?” do filósofo e pensador contemporâneo Mario Sérgio Cortella, no Teatro Positivo. O Ottava Bassa vem se destacando nas redes sociais com crescente adesão de novos admiradores, assim como, desde o seu surgimento vem arrebatando plateias por onde passa, isso faz com que o grupo venha colecionando inúmeros convites para se apresentar em festivais no Brasil e no exterior.




                                                                              Site GOP


A ORIGEM DO NATAL
Francisco Feitosa
Através deste trabalho de pesquisa sobre as origens do Natal, não temos a menor intenção de ofuscar, e nem mesmo conseguiríamos, a beleza das festas natalinas. Momentos de confraternização, onde a solidariedade, a fraternidade entre os povos estão mais em evidência. Os festejos natalinos têm um clima de harmonia e paz, remetendo-nos à interiorização e à reavaliação de valores. Cabe-nos o compromisso de fazer luz sobre o que muitos, ainda, ignoram. Por isso, preparamos este singelo trabalho de cunho elucidativo.
A palavra “Natal” tem a ver com nascimento, ou aniversário natalício, em especial com o dia em que se comemora o nascimento de Jesus, o Cristo. Esse vocábulo não aparece na Bíblia e, também, não foi utilizado pelos primeiros Apóstolos. A “Festa de Natal” não se inclui entre as festas bíblicas.
A Nova Enciclopédia Católica reconhece: "A data do nascimento de Cristo não é conhecida; os evangelhos não indicam nem o dia nem o mês". A revista católica americana U.S. Catholic diz: "É impossível separar o Natal de suas origens pagãs".
Na verdade, a festividade no mês de Natal já existia mesmo antes de o menino Jesus nascer. Durante muitos anos comemorava-se nesse período, final do mês de dezembro, do atual calendário gregoriano, o solstício de inverno no hemisfério Norte, que seria o tempo em que o sol se afastava do equador e estacionava durante alguns dias, pois, assim, eram as noites mais frias do ano.
A celebração do Natal antecede ao Cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico, que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Muitos povos comemoravam quando o inverno passava. Eles esperavam por dias mais longos, com mais luz do sol; essas festas eram comemoradas por doze dias.
Muito antes da Era Cristo, já havia, na Europa, mitos e rituais relacionados ao solstício de inverno. Na Escandinávia, em 21 de dezembro, era comemorado o Yule, ocasião em que os chefes de família queimavam grandes toras em adoração ao Sol. Na Alemanha, honrava-se o temido deus Oden, que em seus vôos noturnos escolhia quem iria se dar bem e quem seria desafortunado no ano seguinte.
No Egito, celebrava-se a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Povos antigos da Grã-Bretanha, também, comemoravam o evento. As festividades aconteciam ao redor do monumento de Stonehenge, construído cerca de 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano. A construção existe até hoje.
Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se, e Marduk, o seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha. A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com as suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca; sendo morto, levava todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida.
Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios, chamado de Sacae. A versão, também, contava com escravos, que tomavam o lugar dos seus mestres.
A Mesopotâmia, chamada de mãe da civilização, inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnália (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro; comemorava-se o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra.
Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava. Eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.
Na origem, as comemorações festivas do ciclo natalino vêm do final da Idade Antiga, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do hemisfério Norte. A adoração a Mitra, divindade persa que se aliou ao Sol para obter calor e luz em benefício das plantas, foi introduzida em Roma no último século antes de Cristo, tornando-se uma das religiões mais populares do Império.
Até os primeiros três séculos da Era Cristã, a humanidade não celebrava o Natal como conhecemos hoje. Foi preciso que o Império Romano adotasse o Cristianismo como religião oficial, no século IV. A partir desse momento, a Igreja passou a conferir significados católicos para as tradições e os simbolismos pagãos. Foi a apropriação desses cultos, sobretudo o de Mitra, que acabou gerando o nosso Natal, com a data de nascimento de Jesus, sendo celebrada no dia 25 de dezembro.
A data conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio I para o nascimento de Jesus Cristo, como uma forma de atrair o interesse da população. Pouco a pouco, o sentido cristão modelou e reinterpretou o Natal na forma e intenção. Conta a Bíblia que um anjo anunciou para Maria, que ela daria à luz a Jesus, o filho de Deus. Na véspera do nascimento, o casal viajou de Nazaré para Belém, chegando na noite de Natal.
A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal, como conhecemos hoje, foi celebrado no ano 336 d.C.. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três Reis Magos ao menino Jesus, assim como outros rituais, também, foram adaptados.
Mas nem sempre e nem em todos os lugares, o Natal foi uma festa familiar e de paz. Na Inglaterra, no século XVII, a data era sinônimo de bagunça: costumava-se eleger um indivíduo desocupado como "Lord da Baderna", e, sob suas ordens, os pobres iam às casas dos ricos para exigirem a melhor comida e bebida. Quem não fornecesse, era ameaçado e tinha sua casa atacada violentamente. Era tal o pavor das famílias com a proximidade do Natal, que a comemoração chegou a ser proibida durante vários anos pelos britânicos.
Na América, o Natal só começou a ser comemorado no século XIX, época de desemprego e luta de classes, prevalecendo o violento modelo de comemoração inglês. As brigas de gangues, em Nova Iorque, atingiram seu auge na época natalina, levando o Conselho Municipal a criar, em 1828, a primeira força policial da cidade, que surgiu com a missão específica de combater os conflitos de Natal.
Mais recentemente, atendidos os interesses católicos, o nascimento de Jesus passou a servir ao novo poder mundial: o capitalismo. Data máxima do marketing e do comércio, a partir do século XX, o Natal, desde então, arrasta multidões aos shoppings e supermercados, em obediência à ordem suprema da publicidade para o consumo desenfreado e irracional. A mensagem é tentadora: compre e será feliz!
Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximos às chaminés das casas.
Foi transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus; no Brasil, de Papai Noel; em Portugal, de Pai Natal.
Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom. Porém, em 1881, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o bom velhinho com uma roupa, também de inverno, nas cores vermelha e branca (as cores do refrigerante) e com um gorro vermelho com pompom branco. A campanha publicitária fez um grande sucesso, e a nova imagem do Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo.
Por interesses comerciais, foram introduzindo-se novos hábitos de consumo para essa comemoração. Comer peru no Natal surgiu em Plymouth, Massachusetts, nos EUA, em 1621. Nesse ano, no Dia de Ação de Graças, serviu-se peru selvagem, criado pelos índios mexicanos, como prato principal. Os espanhóis o levaram para a Europa por volta do século XVI. Nessa época eram servidos gansos, cisnes e pavões, aves nobres. O peru, além de ser mais barato, ganha peso mais facilmente.
O surgimento do panetone é atribuído ao mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti, que o teria preparado para uma festa, em 1395. O costume de comer panetones em ceias de Natal nasceu em Milão. Depois, tomou conta da Itália e, daí, ganhou todo o mundo.
A Igreja católica, sempre, deu muita importância para o valor da música. As primeiras canções natalinas datam do século IV e são cantadas até hoje na véspera de Natal. Já o costume de montar presépios, embora de origem hebraica, surgiu com São Francisco de Assis, que pediu a um homem chamado Giovanni Villita, que criasse o primeiro. São Francisco, então, celebrou uma missa em frente daquele presépio, inspirando devoção a todos que a ela assistiam. Foi em Nápoles, na Itália, no século XVIII, que esse hábito cresceu. Os presépios eram montados na sala das casas, com figuras de barro e madeira.
No mundo, milhões de famílias celebram o Natal ao redor de uma árvore. A árvore, símbolo da vida, é uma tradição mais antiga do que o próprio Cristianismo, e não é exclusiva de uma só religião. Muito antes de existir o Natal, os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casas, no dia mais curto do ano, em dezembro, como um símbolo de triunfo da vida sobre a morte.
Já o costume de ornamentar a árvore pode ter surgido do hábito que os druidas tinham de decorar velhos carvalhos com maçãs douradas, para as festividades desse mesmo dia do ano.
A primeira referência a uma "Árvore de Natal" é do século XVI. Na Alemanha, famílias ricas e pobres decoravam árvores com papel colorido, frutas e doces. Essa tradição se espalhou pela Europa e chegou aos Estados Unidos pelos colonizadores alemães. Logo, a Árvore de Natal passou a ser popular em todo o mundo.
A prática de enviar cartões de Natal surgiu na Inglaterra, no ano de 1843. Em 1849, os primeiros cartões populares de Natal começaram a ser vendidos por um artista inglês chamado William Egly.
A guirlanda, às vezes conhecida por “coroa de Natal” é memorial de consagração. Em grego, é “stephano”, em latim, “corona”, podendo ser entendida como enfeite, oferenda, oferta para funerais, celebração memorial aos deuses, à vitalidade do mundo vegetal, às vítimas que eram sacrificadas aos deuses pagãos, aos esportes, etc. Significa um “Adorno de Chamamento” e, consequentemente, é porta de entrada de deuses. Razão pela qual, em geral, coloca-se a guirlanda nas portas, como sinal de boas vindas! A Bíblia não faz qualquer menção de uso de “guirlanda” no nascimento de Jesus. Só existe uma na Bíblia, feita por Roma para colocar na cabeça de Jesus no dia de sua morte, mas com espinhos, símbolo de escárnio!
Muito embora o Natal tenha sua origem bem anterior ao nascimento de Jeoshua Ben Pandira – o Jesus bíblico - e o Cristianismo, não conseguindo refrear as comemorações das festas tradicionais pagãs, tenha, inteligente e gradualmente, adotado a data como o nascimento do Mestre Jesus, isso em nada fere a essência da comemoração.
Natal é para comemorarmos o nascimento do Cristo sim, mas dentro de nós, na manjedoura de nosso coração! O que devemos é pautar nossos passos baseados em seus excelsos ensinamentos: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim!”
Ninguém ascenderá em evolução em direção à Casa do Pai, se não encontrar seu Cristo interno, se não iniciar uma ação, ou melhor, uma Iniciação, semeando Amor em seu coração e, conscientemente, alimentando o Fogo Interno – kundaline - a ponto de transformá-lo em Luz.
A mensagem do Natal nada mais é que uma proposta de renascimento de cada um, mas não em carne, mas em espírito.
Nesse Natal, comemore, sim, o nascimento do Cristo, porém dentro de você!
Desejamos-lhe um Feliz Natal, na acepção da palavra!
Fraternalmente,
Francisco Feitosa
Editor Responsável


G.:A.:D.:U.:. O comandante.
Jesus, o Mestre.
Nós, os aprendizes.

O renascimento, sublime matrícula no aprendizado.
A Terra, incomparável escola do espírito.
O Amor, lição essencial.
O Afeto, pedagogia do “Ser”.
A “Oficina”, excepcional núcleo educativo da alma.

Que em 2010, estejamos todos juntos na “Oficina”, sob o comando do G.:A.:D.:U.:, nos aperfeiçoando sob a orientação do Mestre Jesus, na Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Feliz Natal e Bom Ano Novo a todos os IIr.: Cunhadas e sobrinhos. São os votos do Ir.: Humberto Siqueira Cardeal, cunhada Sueli, filhos e netos.
O Natal e a Maçonaria


O final do ano está chegando e todos nos preparamos para comemorar a maior festa da Cristandade - o Natal.

No ano 336 a comemoração do Natal no dia 25 de dezembro já era assinalada por um almanaque cristão para celebrar o nascimento de Cristo, o Sol da Justiça.

Na Roma pagã, o dia 25 de dezembro era a data instituída pelo Imperador Aureliano, no ano 274 D.C., para a festa dedicada ao Sol (natalis solis invicti ou nascimento do sol invencível - ou invicto), logo a seguir ao solstício de inverno no hemisfério norte, que ocorre a 21 de dezembro .

Os costumes ligados à celebração do Natal são resultantes das influências da festa da Natividade de Cristo com as comemorações pagãs - solares e agrícolas - do solstício de inverno. No mundo Romano, as Saturnálias eram a ocasião para a confraternização, enfeitando-se as casas com luzes, ramos verdes e pequenas árvores. Presentes eram também oferecidos às crianças e aos pobres.

Aos costumes solsticiais, somaram-se os ritos Germânicos e Celtas, quando as tribos Teutônicas invadiram a Gália, e a Bretanha.

As árvores, como símbolos da sobrevivência da natureza, datam do sec. VIII, quando São Bonifácio cristianizou a Germânia, e a árvore de Natal substituiu o carvalho sagrado de Odin. A partir do sec. XIX, as comemorações natalinas no mundo ocidental tornaram-se cada vez mais populares e mais comerciais. Atualmente o Natal, cujo patrono é São Nicolau - o Papai Noel - é a festa da família e das crianças.

Todos encaramos o Natal como a época do ano em que mais prevalecem os sentimentos de Paz e de Boa Vontade entre os Homens. Sem dúvida que isto é correto. Mas o Natal é muito mais do que isso.

Basta lembrar que os deveres do Maçom para com o próximo incluem o socorro aos necessitados. Devemos também lembrar que todo o socorro negado aos necessitados é um perjúrio para o Maçom.

Assim, esta é a ocasião apropriada para refletir sobre o que fizemos e sobre o que deveríamos ter feito durante todo o ano. Mais importante ainda, este é o momento de estabelecer nossos objetivos para o ano que se aproxima. E isto não só individualmente, mas também como Instituição que se proclama Filantrópica, Filosófica, Educativa e Progressista.

Esta assistência aos necessitados não pode ser restrita ao mínimo necessário que lhes assegure a sobrevivência. Ela deve ser estendida à saúde, à educação profissional, à moradia.

Nenhuma instituição se pode proclamar Iniciática se não lutar pelo bem-estar da sociedade que nos cerca, isto é, do Homem. Para nós, o homem que vem em primeiro lugar é o Homem-Maçom. Para tal, nossa Ordem deve fundar e manter Hospitais, Asilos, Creches e Escolas.

Lamentavelmente, constatamos que, a não ser algumas poucas entidades beneficentes patrocinadas pela Maçonaria em Goiânia, em Uberaba, no Rio de Janeiro, em Campina Grande, em Belo Horizonte e em São Luiz do Maranhão, elas praticamente não existem, em um país tão vasto e com tanta injustiça social como o nosso.

É claro que, a nível individual, todos podemos - e devemos - ser solidários com qualquer ser humano. No entanto, como Instituição, a Filantropia maçônica deve ser dirigida principalmente aos Irmãos e às suas famílias. Para tal, existe o Tronco da Viúva.

Não podemos esquecer que em seus primórdios a Maçonaria era essencialmente uma corporação de auto-ajuda. Na Idade Média, quando a Europa era assolada por guerras, pela peste e pela falta de trabalho, já em 1459 os artigos 25,26,27 e 43 dos Estatutos de Ratisbona estipulavam a criação pela Confraria dos Artesãos - a Ordem dos Canteiros - de um Tronco cujo produto era destinado ao amparo, em caso de doenças e de desemprego. A Grande Loja de Londres já em 1725 instituía a criação do Fundo Caritas, para auxílio aos Irmãos e suas famílias.

Sabemos que, na grande maioria de nossas Lojas, o produto do Tronco de Beneficência é irrisório e para pouco dá, em termos de beneficência. Nossa Ordem é constituída essencialmente por Irmãos da classe média, sempre sacrificada nos países pobres. Por isso mesmo, é quase sempre muito pequeno o donativo da maioria dos Irmãos. Alguns há que, em dificuldades financeiras, nada colocam no Tronco.

A grande questão é saber como resolver o problema. Por exemplo, na Loja Jean Sibelius, todos os Irmãos do quadro doam no mínimo o valor de R$ 5,00 para o Tronco. Se o Irmão não levar dinheiro nem cheque para a reunião, assina uma autorização para o Irmão Tesoureiro debitar este valor em sua conta corrente. É claro que a norma só válida para os Irmãos do Quadro. Para os visitantes, permanece o antigo costume. Conforme informa o Irmão Xico Trolha, esta Loja só ajuda os Irmãos e/ou os seus familiares.

A Caridade ou Filantropia, é uma das virtudes teologais e sua prática é fundamental ao aperfeiçoamento moral e espiritual do Maçom. Por isso mesmo, a ela estão obrigados todos os membros de nossa Instituição. A Caridade coloca o ser humano acima das diferenças étnicas, sociais ou políticas.

Nossa antiga Irmandade sabiamente adotou rituais para melhor instruir e ajudar os Irmãos a converter em virtudes os defeitos e as falhas de caráter que são inerentes ao ser humano desde o seu nascimento.

No entanto, seres humanos que somos, muitas vezes fazemos o oposto dos ensinamentos recebidos. Em conseqüência disto, não existe um só de nós que não lamente algo que disse ou deixou de dizer ou algo que fez ou que deixou de fazer. Sobre isso, todos precisamos meditar seriamente.

O Natal é o momento adequado para analisar a nossa situação em relação aos compromissos assumidos perante a Ordem e perante o Grande Arquiteto do Universo. Este é o momento certo para refletir se ao menos tentamos cumprir os deveres que a solidariedade maçônica exige de nós. As conclusões a que chegarmos poderão ser decisivas em relação à nossa futura conduta.

Durante os dias que faltam para o Natal, vamos também analisar se é correto que as nossas ações filantrópicas fiquem restritas a esta época maravilhosa ou se devemos pautar nossa vida pela prática contínua de tudo o que nos ensinam os nossos Rituais. Acima de tudo, lembremos que o verdadeiro trabalho maçônico é aquele realizado em prol da humanidade.

Esta é a única via pela qual poderemos materializar nossos propósitos de aperfeiçoamento espiritual.

Então, e só então, poderemos comemorar o Natal, felizes e com alegria, junto a nossos entes queridos, não esquecendo de dedicar algum tempo para cumprir o verdadeiro sentido do Natal - a veneração ao Menino Jesus.

Que Deus, o Grande Arquiteto do Universo, esteja presente em todos os lares, nos ilumine e nos abençoe.

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